Receber o diagnóstico de câncer muda tudo. É comum sentir um silêncio espesso pairar na sala. Ninguém se prepara para esse impacto, nem o paciente, nem a família. Na experiência da Dra. Nayara Zortea Lima, a jornada do tratamento é repleta de altos e baixos, e são nos dias difíceis que o suporte familiar faz toda a diferença. Mas quem cuida, também precisa ser cuidado. Como oferecer apoio sem se perder?
Quando a notícia chega em casa
O primeiro momento é quase sempre confuso. Há susto, negação, lágrimas. Depois, lentamente, cada um vai criando seu jeito de lidar com a situação. O cuidador familiar costuma assumir um papel novo, que mistura amor, responsabilidade e, muitas vezes, insegurança.
Alguns se cobram demais. Outros sentem medo de errar. A verdade é que não existe um manual único para ser cuidador. Mas existem caminhos mais leves, mais humanos, como acredita a Dra. Nayara Zortea Lima.
Todo mundo precisa de colo em algum momento.
Os múltiplos papéis do cuidador
A família é a primeira rede de proteção. Ser cuidador não é só administrar remédios ou ajudar nas tarefas básicas. O envolvimento é bem mais amplo, afetando as emoções, as relações familiares e até as finanças. Segundo uma publicação sobre as responsabilidades dos cuidadores de pacientes com câncer, esse papel inclui desde o cuidado prático até o suporte emocional e indireto, além do enfrentamento de desafios sociais e econômicos.
- Organizar consultas, exames e medicamentos
- Fazer companhia durante os tratamentos
- Oferecer escuta e acolhimento
- Administrar sintomas e desconfortos do paciente
- Lidar com pequenas crises cotidianas, dúvidas e incertezas
Não é pouca coisa. Conforme dados publicados na NSaúde, pacientes que contam com um cuidador familiar apresentam até 50% mais chances de relatar bom enfrentamento dos desafios da doença, além de maior adoção de hábitos saudáveis.

Desafios diários e impacto emocional
O cotidiano do cuidador é marcado por múltiplos desafios. Rotina cansativa, poucas horas de sono, um turbilhão de sentimentos. Por mais nobre que seja o ato de cuidar, ninguém é de ferro. O desgaste emocional é real, como revela uma pesquisa recente da SciELO Saúde Pública. Entre os principais pontos:
- Sobrecarga física: sono interrompido, tarefas repetitivas, cansaço prolongado
- Sobrecarga emocional: medo de perder, frustração, ansiedade constante
- Relações familiares alteradas: conflitos, aproximações, expectativas desencontradas
- Isolamento social: menos tempo para lazer, amigos e vida pessoal
- Preocupações financeiras: custos extras com tratamento e medicamentos
Frequentemente, o cuidador sente que dá prioridade ao outro e esquece de olhar para si. Mas, como diz a Dra. Nayara Zortea Lima, cuidar de quem cuida é tão necessário quanto cuidar do paciente.
Estratégias de cuidado e organização
Cada família cria o seu próprio jeito de lidar. Algumas dicas podem tornar esse caminho mais leve:
- Dividir tarefas: Peça ajuda. Ninguém precisa resolver tudo sozinho.
- Buscar informação de qualidade: Entender a doença ajuda a tomar decisões e reduz o medo. Converse abertamente com a equipe médica.
- Estabelecer rotinas: Horários regulares para remédios, alimentação e lazer ajudam a evitar esquecimentos e reduzem o estresse.
- Cuidar da própria saúde: Reserve pequenos momentos para si. Caminhar, ouvir música ou simplesmente respirar fundo já fazem diferença.
- Reconhecer limites: Existem dias ruins. Permita-se sentir. E, se precisar, busque apoio psicológico.
Segundo uma revisão publicada na SciELO Brasil, grupos de apoio, programas educativos e atividades em grupo ajudam a fortalecer o cuidador. Mesmo que pareça que não há tempo, partilhar dúvidas e experiências proporciona novo ânimo.
O poder do apoio social e dos grupos
Vínculos fortalecem. O suporte pode vir de múltiplas formas: parentes próximos, amigos, vizinhos, igreja, grupo de apoio no posto de saúde, psicólogo. Cada apoio conta. De acordo com estudo publicado na SciELO Brasil, 44% dos cuidadores citam os grupos de apoio como fonte valiosa de orientação e espaço para expressão de sentimentos.
Só estar perto, conversar, dividir um café, já alivia a sensação de solidão. O simples fato de ser ouvido já faz diferença – por vezes, muito mais do que receber conselhos.

Comunicação: a base de toda relação de cuidado
Conversar com verdade. Ouvir de verdade. Falar sobre dúvidas, medos e desejos, tanto do paciente quanto da família. Às vezes, pode parecer arriscado, mas o silêncio só aumenta a angústia. Pergunte tudo o que for importante. Dê tempo para as respostas. Deixe claro que ninguém precisa fingir que está bem o tempo todo.
Dra. Nayara Zortea Lima reforça sempre que informações claras tornam o caminho menos assustador. E, sim, explicar sem pressa, quantas vezes for preciso, faz parte. O diálogo, ainda que imperfeito, aproxima e alivia.
A jornada conjunta: paciente, cuidador e equipe de saúde
Relacionar-se com a equipe médica é como construir uma ponte. Uma ponte para as respostas, para o acolhimento, para aquela sensação de “não estou sozinho”. Reportar sintomas, levar anotações para as consultas, falar sobre cansaço físico e emocional – tudo isso aumenta a qualidade do cuidado.A equipe da Dra. Nayara Zortea Lima acredita que cada família possui seu ritmo e necessidade. O plano é sempre personalizado. O respeito pelas escolhas do paciente e da família guia todas as decisões.
Respeito, escuta e informação clara: um passo de cada vez.
Conclusão
Cuidar de alguém com câncer é uma das experiências mais intensas da vida. Geralmente, misturam-se medo e amor, cansaço e superação. Reconhecer limites, pedir apoio e se permitir momentos de descanso são gestos de carinho, tanto consigo quanto com o outro. O projeto da Dra. Nayara Zortea Lima nasce desse propósito: cuidar com empatia, informação clara e acompanhamento próximo. Se você está nesta jornada, não caminhe só. Marque uma conversa, descubra novas formas de acolhimento e saiba que cuidar pode ser menos solitário. Agende sua consulta e conheça um acompanhamento humano, para paciente e cuidador, durante todos os estágios do tratamento.
Perguntas frequentes
Como apoiar emocionalmente um paciente com câncer?
O principal é estar presente, ouvir sem julgamentos e não tentar minimizar sentimentos. Demonstre carinho com pequenos gestos e incentive o paciente a falar sobre suas emoções. Às vezes o silêncio e um abraço dizem mais do que discursos. Respeite o tempo do outro e, se notar sinais de tristeza intensa, encoraje buscar apoio profissional. O suporte da família, segundo estudos, tem impacto direto no enfrentamento da doença.
Quais são os principais desafios do cuidador?
Cuidadores enfrentam sobrecarga física, falta de tempo para si, desgaste emocional e, muitas vezes, dificuldades financeiras. O isolamento também pode surgir. Ficar atento aos próprios limites e reconhecer quando buscar ajuda é fundamental para não adoecer junto. Procurar informação, dividir tarefas e se inserir em grupos de apoio ameniza muitos desses desafios.
Como lidar com o cansaço durante os cuidados?
Procure manter pequenas pausas ao longo do dia para respirar, alongar-se ou fazer algo simples e prazeroso. Se possível, peça para alguém substituir você em algumas atividades. Estabeleça rotinas, pois ajudam a organizar o tempo e reduzir o estresse. Não negligencie sua saúde nem ignore sinais de exaustão. Cuidar de si é parte do processo de cuidar do outro.
Onde buscar ajuda para cuidadores de câncer?
Existem grupos de apoio presenciais e online, igrejas, centros de saúde e também linhas de atendimento psicológico. Grupos e programas educativos, como mostrado em revisões científicas, são ótimos para compartilhar vivências, receber orientações e sentir-se menos sozinho. Converse sempre com a equipe de saúde para conhecer iniciativas próximas a você.
O que evitar dizer a quem tem câncer?
Evite frases prontas como “fique forte”, “vai passar” ou “podia ser pior”. Tente não transformar tudo em conselhos ou questionar opções de tratamento. Palavras bem-intencionadas, mas apressadas, podem soar pouco empáticas ou minimizar o sofrimento. Prefira escutar, estar junto, e só opinar quando o paciente pedir. Sua presença costuma ser o melhor presente.
