Médico oncologista hematologista em consulta atenta com paciente em sala médica moderna

Ao longo da minha experiência escrevendo sobre saúde, percebi que dúvidas sobre o trabalho do oncologista hematologista são muito comuns. Essa especialidade, embora essencial no tratamento de doenças graves, costuma gerar incertezas: quando procurar? O que esperar de uma consulta? Quais as principais condições tratadas? Neste artigo, quero compartilhar orientações práticas baseadas na atuação de profissionais como a Dra. Nayara Zortea Lima, que dedica sua carreira ao cuidado humanizado de adultos com câncer, incluindo tumores hematológicos.

Oncologista, hematologista ou onco-hematologista: entenda as diferenças

Antes de qualquer coisa, gosto de explicar: oncologista é o médico especializado no tratamento de diversos tipos de câncer. Já o hematologista atua nas doenças do sangue, da medula óssea e dos órgãos linfáticos, indo além dos tumores. O profissional que une essas duas áreas, o chamado onco-hematologista, é o responsável por tratar cânceres e condições malignas do sistema hematológico, como leucemias, linfomas e mieloma múltiplo.

Frequentemente, o mesmo médico atende como oncologista clínico e hematologista, especialmente em centros que priorizam uma visão global e multidisciplinar, como é o caso do trabalho realizado pela Dra. Nayara Zortea Lima.

Diferenças entre especialidades podem fazer toda a diferença no diagnóstico e no tratamento.

Principais doenças acompanhadas pelo hematologista oncológico

Pelas estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), as principais doenças acompanhadas pelo especialista são:

  • Leucemia: Câncer dos tecidos formadores do sangue, como a medula óssea. O INCA estimou 11.540 novos casos no Brasil em 2022, com alta mortalidade (dados oficiais).
  • Linfoma: Tumor que acomete os linfonodos e o sistema linfático. Existem dois tipos principais: linfoma de Hodgkin e linfoma não Hodgkin.
  • Mieloma múltiplo: Tumor que afeta células da medula óssea, responsáveis pela produção de anticorpos. Em 2015, 2.889 pessoas morreram por mieloma no Brasil, segundo o Observatório de Oncologia.

Além desses, o especialista também acompanha anemias graves, trombofilias e outras alterações das células do sangue, mas o foco deste artigo está nos tumores hematológicos.

Médico explicando leucemia e linfoma para paciente adulto

Quando procurar um hematologista oncológico?

Essa pergunta já surgiu diversas vezes entre leitores e até familiares. O tempo certo faz diferença. Em minha opinião, deve-se buscar o especialista em algumas situações:

  • Presença de sintomas persistentes e sem explicação: Febre prolongada, cansaço extremo, suor noturno, perda de peso sem causa aparente, aumento de gânglios (ínguas), manchas arroxeadas ou hemorragias.
  • Alterações persistentes em exames de sangue: Plaquetas baixas, anemia de difícil controle, leucócitos alterados.
  • Pessoas com histórico familiar de doenças hematológicas ou cânceres do sangue.
  • Encaminhamento médico após detecção de células atípicas no sangue.

Quando algum desses sinais se prolonga, oriento a não atrasar uma avaliação. O diagnóstico precoce muda horizontes e possibilita tratamentos menos agressivos, como destacado por estimativas do INCA sobre leucemia (veja os dados do INCA).

Sinais e sintomas que merecem atenção

A experiência de ver pacientes chegando tardiamente ao consultório me mostrou o quanto o desconhecimento de sintomas típicos atrasa diagnósticos. Os sinais de alerta não costumam ser exclusivos, mas alguns padrões se repetem:

  • Palidez e cansaço intenso sem motivo
  • Febre baixa diária ou recorrente
  • Sudorese abundante à noite
  • Aumento de linfonodos (pescoço, axilas, virilha)
  • Pontinhos vermelhos na pele (petéquias) ou manchas roxas
  • Infecções de repetição sem causa definida
  • Dores ósseas e perda de peso

Sintomas persistentes e sem razão clara devem levar à busca de orientação médica especializada.

Exames e diagnóstico: o que esperar da investigação

O caminho que costumo ver nos consultórios especializados segue etapas bem definidas:

  1. Avaliação clínica detalhada: Conversa sobre sintomas, antecedentes, sinais físicos e histórico familiar.
  2. Exames laboratoriais: Hemograma completo é o principal ponto de partida, avaliando glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas.
  3. Exames específicos conforme suspeita: Testes de sangue para marcadores, bioquímica, coagulograma.
  4. Análise da medula óssea: Realizada quando alterações graves aparecem no hemograma. Consiste em punção aspirativa e, às vezes, biópsia.
  5. Imagens complementares: Ultrassom, tomografia e, em alguns casos, PET scan para avaliação da extensão.

Ao conversar com especialistas como a Dra. Nayara Zortea Lima, me chamou atenção como eles priorizam a compreensão das informações pelos pacientes em cada etapa desses exames, explicando de modo claro para reduzir o medo e a ansiedade.

Paciente adulto realizando exame de medula óssea em clínica

Tratamentos: o que envolve a atuação do onco-hematologista

O tratamento das neoplasias hematológicas é altamente personalizado e depende do diagnóstico preciso. Em geral, incluo as opções abaixo ao explicar à família:

  • Quimioterapia: Uso de medicamentos sistêmicos para combater células anormais.
  • Imunoterapia e terapias alvo: Medicações que “ensinam” o sistema imune a reconhecer e eliminar as células doentes.
  • Transplante de medula óssea: Importante para casos específicos, principalmente em leucemias e mieloma múltiplo.
  • Tratamentos de suporte: Controle de sintomas, prevenção de infecções, transfusões.
  • Acompanhamento multidisciplinar: Envolve fisioterapeutas, psicólogos e nutricionistas, reforçando o cuidado global.

Uma abordagem integrada melhora os resultados clínicos e o bem-estar do paciente.

O papel do cuidado humanizado e suporte emocional

No contato com pacientes, sinto que o acolhimento faz diferença. Ao abordar diagnósticos delicados, a escuta ativa, a empatia e o tempo dedicado para orientar o paciente e a família criam confiança.

Profissionais como a Dra. Nayara Zortea Lima acreditam que oferecer um olhar humano – não apenas técnico – é parte do tratamento. Isso reflete em melhores índices de adesão e menos sofrimento durante as fases mais difíceis.

Cuidado humanizado não é luxo. É algo que transforma a jornada do paciente.

Defendo também um suporte psicológico estruturado. Estudos mostram que assistência emocional reduz casos de ansiedade e depressão, facilitando adaptações diante das mudanças exigidas pelo tratamento das doenças do sangue.

Diagnóstico precoce é esperança

Ao longo deste artigo, busquei esclarecer por que identificar sintomas cedo e consultar um hematologista que também atue na oncologia pode aumentar as chances de controle e cura, principalmente de doenças como leucemias e linfomas.

Na prática, profissionais engajados no acompanhamento integral, como a Dra. Nayara Zortea Lima, fazem diferença na vida dos pacientes e familiares. Recomendo que, diante de sintomas persistentes ou dúvidas sobre alterações sanguíneas, você agende uma consulta. A prevenção começa pela informação e pelo acolhimento. Se quiser conhecer mais sobre atendimento humanizado e suporte completo durante o tratamento oncológico e hematológico, agende sua consulta e conheça o projeto liderado pela Dra. Nayara Zortea Lima.

Perguntas frequentes sobre oncologista hematologista

O que faz um oncologista hematologista?

O especialista em hematologia oncológica é responsável pelo diagnóstico, tratamento e acompanhamento de tumores do sangue, como leucemias, linfomas e mieloma múltiplo. Ele também orienta sobre exames, discute opções de tratamento e oferta suporte emocional ao paciente e familiares.

Quando devo procurar um hematologista oncológico?

Procure esse especialista ao apresentar sintomas como cansaço intenso, febre sem causa, sangramentos ou manchas roxas, perda de peso inexplicada, aumento de gânglios, ou caso exames laboratoriais apontem alterações persistentes no sangue.

Qual a diferença entre oncologista e hematologista?

O oncologista atende diversos tipos de câncer, enquanto o hematologista cuida das doenças do sangue e dos órgãos formadores do sangue, que incluem cânceres hematológicos. O onco-hematologista une essas áreas, focando nos tumores do sangue.

Quais doenças trata o oncologista hematologista?

Entre as principais estão leucemia, linfoma, mieloma múltiplo e síndromes mielodisplásicas. Ele também pode acompanhar outras alterações sanguíneas graves, sempre priorizando diagnóstico e tratamento humanizados.

Como encontrar um bom especialista em hematologia oncológica?

Busque referências, avalie a experiência do profissional e considere médicos que valorizem o cuidado integral, a escuta ativa e a comunicação clara, como no trabalho da Dra. Nayara Zortea Lima.

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Nayara Zortea

Sobre o Autor

Nayara Zortea

Dra. Nayara Zortea Lima é médica oncologista dedicada ao cuidado integral de adultos diagnosticados com câncer. Ela se destaca por sua abordagem humanizada, foco na qualidade de vida e atenção às necessidades individuais de cada paciente. Com experiência em práticas complementares e suporte emocional, Dra. Nayara acredita no acolhimento, na escuta ativa e no diálogo transparente para o desenvolvimento de planos terapêuticos personalizados.

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