Médica oncologista conversando com paciente em consultório moderno e acolhedor

Durante anos de dedicação ao acompanhamento de pacientes, percebi o quanto termos médicos podem ser confusos, especialmente quando ouvimos a palavra "câncer". Muitas pessoas desconhecem as diferenças entre áreas, como oncologia e hematologia, e se sentem perdidas diante de um diagnóstico. Por isso, quero apresentar essas especialidades de forma clara, responder dúvidas comuns e trazer informações úteis para quem busca orientação nesse caminho delicado.

Diferenciando o cuidado: o que são oncologia e hematologia?

Em minha experiência, é muito comum as pessoas pensarem que todos os tipos de câncer são tratados da mesma forma, mas há distinções importantes. Oncologia é a área que cuida dos tumores sólidos, enquanto a hematologia trata doenças do sangue, como leucemias, linfomas e mielomas. Ou seja, são especialidades que trabalham juntas, cada uma com seu foco particular.

Médica oncologista atendendo paciente em consultório moderno

De um lado, a oncologia cuida de cânceres de mama, pulmão, próstata, cólon, estômago e muitos outros, que recebem o nome pelos órgãos onde se originam. Do outro, a hematologia concentra-se principalmente no sistema sanguíneo e linfático, lidando com alterações que afetam linfócitos, glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas.

Cada caso exige olhar individualizado e escuta atenta.

Principais tipos de câncer sanguíneo e tumores sólidos

Sempre vejo dúvidas sobre o que são, de fato, os cânceres hematológicos. Entre eles, destaco:

  • Leucemias: Afetam principalmente a produção de células sanguíneas na medula óssea.
  • Linfomas: Comprometem gânglios e vasos linfáticos, causando aumento de linfonodos.
  • Mieloma múltiplo: Origina-se em um tipo específico de célula da medula óssea, os plasmócitos.

Já entre os tumores sólidos, os cânceres de mama, próstata, pulmão, cólon e estômago são os mais detectados no Brasil, como mostram estudos do INCA que estimam 704 mil novos casos de câncer anualmente até 2025.

Diagnóstico precoce: tempo faz diferença

Eu sempre repito: diagnóstico precoce pode mudar o desfecho de um tratamento. Muitos cânceres, quando identificados nos estágios iniciais, têm chances muito maiores de tratamento eficaz, com menor sofrimento e melhor perspectiva de cura.

Infelizmente, no cenário brasileiro, ainda vemos taxas altas de diagnósticos tardios. Uma pesquisa revelou que cerca de 80% dos cânceres de cabeça e pescoço são descobertos tardiamente, prejudicando as possibilidades terapêuticas.

Como ocorre o diagnóstico?

Após suspeitar de alterações em exames de rotina ou sintomas persistentes (como sangue nas fezes, cansaço extremo, caroços, emagrecimento), o caminho do diagnóstico abrange:

  • Avaliação clínica detalhada
  • Exames laboratoriais (sangue, biópsias, marcadores tumorais)
  • Exames de imagem (tomografia, ressonância, PET-CT)
  • Estudo genético em alguns casos

Com base nesses resultados, o médico define um plano individualizado, considerando estado geral, tipo de tumor, estágio da doença, entre outros aspectos. Vi esse cuidado muitas vezes ao lado de colegas como a Dra. Nayara Zortea Lima, sempre preocupada em traduzir os laudos e orientar cada paciente com clareza e acolhimento.

Tratamento: o que pode ser indicado?

Não existe uma receita única. Cada pessoa é diferente, assim como o tipo do câncer e suas necessidades. Entre as abordagens principais estão:

  • Quimioterapia: Uso de medicamentos para destruir células doentes. Pode ser intravenosa, oral ou subcutânea.
  • Transplante de medula óssea: Indicado em certos casos de leucemia, linfoma ou mieloma múltiplo, com intenção curativa ou de controle.
  • Radioterapia: Aplicação de radiações para eliminar ou reduzir tumores sólidos e aliviar sintomas.
  • Cirurgia: Remoção física do tumor quando possível.
  • Cuidados paliativos: Apoio para controle de sintomas e promoção do bem-estar, principalmente quando o tratamento curativo não é viável.
Paciente em tratamento de câncer com apoio da família e equipe de saúde

A medicina moderna valoriza cada vez mais abordagens integrativas. Vejo na prática da Dra. Nayara a inclusão de terapias complementares, como apoio psicológico, atividades físicas, reabilitação, nutrição e orientação social. Tudo isso contribui para aliviar efeitos colaterais, diminuir o estresse e melhorar a qualidade de vida.

Cuidar vai além do tratamento, envolve escuta e presença.

Sua rede de apoio: o time multiprofissional

Trabalhar junto com outros profissionais faz toda diferença no caminho do paciente e da família. O acompanhamento de psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais e profissionais de enfermagem é fundamental para que tanto o corpo quanto a mente enfrentem o desafio de forma mais leve.

  • Redução de complicações físicas
  • Atenção ao sofrimento emocional
  • Orientação sobre direitos e apoio social
  • Promoção de hábitos saudáveis durante o tratamento

Em todos esses momentos, vivencio como a abordagem humanizada faz diferença. Cada conversa esclarecedora, cada dúvida respondida, fortalece quem está em tratamento e amplia a segurança das decisões.

Quando procurar um especialista?

Na minha prática, noto que muita gente adia a consulta por medo ou desconhecimento. Recomendo procurar um hematologista ou oncologista se houver:

  • Sintomas persistentes sem causa aparente
  • Exames alterados recomendando investigação
  • Histórico familiar de câncer
  • Dúvidas sobre lesões, caroços, linfonodos aumentados

Preparar-se para a primeira consulta é trazer os exames já realizados, relatar sintomas com detalhes e estar aberto(a) para tirar todas as dúvidas. Profissionais como a Dra. Nayara Zortea Lima valorizam a escuta e buscam explicar cada passo com empatia.

Conclusão

Entender a diferença entre as áreas de cuidado e reconhecer o valor do diagnóstico precoce são pontos-chave para enfrentar o câncer com informação e menos medo. Ao contar com um time multiprofissional, atendimento individualizado e suporte emocional, a jornada se torna menos pesada. Se a saúde é prioridade para você ou para quem ama, minha sugestão é não adiar: busque orientação qualificada. Agende sua consulta com profissionais dedicados como a Dra. Nayara Zortea Lima e sinta-se amparado em todas as etapas do tratamento.

Perguntas frequentes

O que é oncologia e hematologia?

Oncologia é a área médica que trata tumores sólidos, como câncer de mama ou pulmão, enquanto hematologia foca nas doenças do sangue, como leucemia, linfoma e mieloma múltiplo. Ambas atuam em parceria para diagnóstico e tratamento, cada uma com seu campo de atuação específico.

Quais são os tratamentos mais comuns?

Os principais tratamentos incluem quimioterapia, transplante de medula óssea, radioterapia, cirurgia e cuidados paliativos. Muitas vezes, eles são combinados e adaptados conforme o diagnóstico e o estado de saúde de cada pessoa.

Como é feito o diagnóstico dessas doenças?

O diagnóstico é realizado por meio de exame clínico, exames laboratoriais, biópsias, exames de imagem e, em casos específicos, estudos genéticos. O médico reúne essas informações para definir o melhor caminho terapêutico.

Quando procurar um hematologista ou oncologista?

Recomenda-se procurar se houver sintomas persistentes, alterações em exames de rotina, histórico familiar de câncer ou indicação de outros especialistas. Não é preciso esperar sintomas avançados para agendar uma consulta.

Quanto custa um tratamento oncológico?

O valor pode variar conforme o tipo e estágio da doença, local de atendimento (SUS ou particular), tratamentos indicados e necessidade de suporte multidisciplinar. Há opções de acesso pelo sistema público, conforme detalhado em publicações do Ministério da Saúde e do INCA.

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Nayara Zortea

Sobre o Autor

Nayara Zortea

Dra. Nayara Zortea Lima é médica oncologista dedicada ao cuidado integral de adultos diagnosticados com câncer. Ela se destaca por sua abordagem humanizada, foco na qualidade de vida e atenção às necessidades individuais de cada paciente. Com experiência em práticas complementares e suporte emocional, Dra. Nayara acredita no acolhimento, na escuta ativa e no diálogo transparente para o desenvolvimento de planos terapêuticos personalizados.

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