Sempre que ouço a pergunta “o que é oncologista?”, percebo que muitas pessoas ainda acham que esse especialista só entra na vida do paciente depois do diagnóstico definitivo do câncer. Só que, na verdade, o médico oncologista está presente em etapas fundamentais, desde a suspeita de sintomas até o acompanhamento após o tratamento.
O papel do oncologista: quem é esse especialista?
Na minha visão, o oncologista é o médico dedicado à prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento de adultos com qualquer tipo de câncer. Essa definição pode parecer simples, mas envolve uma responsabilidade enorme, já que o câncer atinge milhares de pessoas todos os anos no Brasil. Só para se ter ideia, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima mais de 700 mil novos casos anuais de câncer entre 2023 e 2025, com destaque para mama, próstata, cólon e reto, pulmão e estômago (dados do INCA).

Em minha experiência acompanhando a Dra. Nayara Zortea Lima, vejo diariamente que o oncologista não cuida apenas do tumor, cuida de todo o ser humano, das suas dúvidas, sintomas, angústias e esperanças.
Quando buscar um oncologista? Sintomas e sinais de alerta
Eu sempre digo que não existe sinal bobo quando estamos falando de câncer. Segundo publicações recentes, o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura e deve ser prioridade em qualquer serviço de saúde (recomenda a Ebserh). Os sintomas são variados conforme o órgão acometido, mas alguns sinais de alerta costumam se repetir:
- Nódulos ou caroços (especialmente mama, pescoço ou axilas);
- Perda de peso sem explicação;
- Cansaço excessivo;
- Alterações nas fezes ou urina;
- Sangramentos fora do comum;
- Feridas que não cicatrizam;
- Rouquidão persistente ou tosse prolongada;
- Dores sem motivo aparente.
Ao notar qualquer um desses sintomas, a busca por avaliação médica é o caminho certo. Em muitos casos, a porta de entrada é o clínico geral ou ginecologista, mas havendo suspeita, o encaminhamento ao oncologista pode encurtar o tempo até o diagnóstico correto.
Diagnóstico precoce e exames preventivos
Um dos maiores desafios no combate ao câncer é conseguir identificar os tumores em fases iniciais. Pesquisa do INCA revelou que aproximadamente 80% dos tumores de cabeça e pescoço foram detectados em estágios avançados entre 2000 e 2017, piorando o prognóstico do paciente (pesquisa do INCA).
O oncologista solicita e interpreta exames essenciais, como:
- Mamografia (câncer de mama);
- Papanicolau (colo do útero);
- PSA e toque retal (próstata);
- Colonoscopia (intestino grosso);
- Endoscopia (esôfago/estômago);
- Tomografia e ressonância magnética;
- Biópsias para confirmação diagnóstica.
Prevenir e detectar cedo são atitudes que podem salvar vidas.Atendo pessoas alarmadas só após o surgimento de sintomas agressivos. Sempre que posso, insisto: cuidar antes é sempre mais leve do que correr atrás do prejuízo.
Tratamentos oncológicos e métodos terapêuticos
O tratamento do câncer não segue receita padrão. É preciso olhar cada caso de forma individual. Os métodos mais comuns incluem:
- Quimioterapia: Uso de medicamentos para eliminar células cancerosas. Pode ser oral ou venoso.
- Radioterapia: Utilização de radiação para destruir ou impedir a multiplicação das células malignas.
- Cirurgia oncológica: Remoção total ou parcial do tumor, conforme a localização e tipo de câncer.
Muitas vezes, os tratamentos são combinados para aumentar as chances de sucesso. O oncologista clínico avalia riscos e benefícios, esclarecendo dúvidas e incluindo, se necessário, terapias-alvo, imunoterapia ou hormonioterapia.
Abordagem humanizada e apoio integral
O que mais me encanta no trabalho de colegas como a Dra. Nayara Zortea Lima é o cuidado que vai além do remédio. Respeitar o momento de cada paciente, ouvir, acolher e construir juntos o plano de tratamento são atitudes fundamentais. Esse olhar humanizado traz leveza em um cenário que pode ser assustador para muitos.

A Dra. Nayara, por exemplo, integra ao tratamento práticas que promovem conforto, alívio de sintomas e suporte emocional. Isso passa pelo envolvimento de psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas e serviços de cuidados paliativos quando necessário.
Cuidar não é só tratar a doença, mas também aliviar a dor e o sofrimento.
Atuação multidisciplinar e práticas complementares
Cada vez mais, vejo que o sucesso no combate ao câncer acontece quando há integração de especialidades. Trabalhar junto com cirurgiões, radiologistas, enfermeiros, farmacêuticos e terapeutas faz toda a diferença. Discussões em equipe geram decisões mais seguras e benefícios reais para o paciente.
Além dos tratamentos convencionais, o oncologista pode indicar:
- Suporte psicológico para paciente e familiares;
- Acompanhamento nutricional personalizado;
- Fisioterapia para reabilitação e fortalecimento;
- Práticas de relaxamento e manejo do estresse.
Papel do oncologista no acompanhamento e orientação pós-tratamento
O fim do tratamento ativo não encerra o vínculo com o oncologista. Em minha experiência, sigo acompanhando pacientes por anos, monitorando recidivas, orientando vacinas, controle de efeitos tardios e promoção de bem-estar.
Além disso, faço questão de incluir família na conversa, esclarecer dúvidas e sugerir adaptações de rotina, sempre com linguagem acessível. O suporte contínuo oferece segurança e confiança para o novo ciclo.
Prevenção e diagnóstico precoce: caminhos para aumentar as chances de cura
Os dados oficiais mostram que quanto antes o câncer é descoberto, melhores são as chances de superar a doença. Só o câncer de mama, por exemplo, deve ter mais de 73 mil novos casos no Brasil em 2025, sendo o rastreamento regular indispensável.
O oncologista é o parceiro ideal para quem quer viver uma jornada mais segura contra o câncer, combinando ciência, escuta ativa, apoio contínuo e informação de qualidade.
Conclusão
Depois de anos acompanhando pacientes e famílias, aprendi que buscar um especialista em oncologia é buscar não apenas tratamento, mas acolhimento, informação clara e perspectiva realista de esperança. Se você ou alguém próximo está diante de um desafio como esse, a missão da Dra. Nayara Zortea Lima é caminhar lado a lado, respeitando cada detalhe dessa jornada única.
Agende uma consulta e permita-se conhecer um cuidado realmente diferenciado, onde a busca pelo bem-estar é o centro de tudo que fazemos. Cuidar de você faz parte do propósito do nosso projeto.
Perguntas frequentes sobre oncologistas
O que faz um médico oncologista?
O médico oncologista é responsável por diagnosticar, tratar e acompanhar pacientes com câncer. Ele define o melhor plano terapêutico conforme o tipo, grau e extensão da doença, além de promover ações preventivas e acompanhar o paciente após o tratamento concluído. Também esclarece dúvidas, orienta familiares e atua em conjunto com outros profissionais da saúde.
Quando devo procurar um oncologista?
A busca por esse especialista deve acontecer ao surgirem sintomas suspeitos, como nódulos, sangramentos, emagrecimento inexplicado ou alteração em exames preventivos. Também é fundamental para quem possui histórico familiar significativo de câncer ou deseja fazer acompanhamento preventivo individualizado.
Como é uma consulta com oncologista?
Durante a consulta, o oncologista escuta atentamente o histórico do paciente, avalia exames já realizados, realiza exame físico detalhado e conversa sobre expectativas e sentimentos. Com base nessas informações, propõe exames complementares e define, junto com o paciente, o melhor caminho para o diagnóstico e tratamento.
Quais exames o oncologista solicita?
O oncologista solicita exames de acordo com a suspeita clínica e tipo de câncer investigado. Entre eles, mamografia, exames laboratoriais, tomografia, ressonância magnética, biópsias e exames endoscópicos são alguns exemplos. O objetivo é fazer o diagnóstico preciso e estadiar a doença adequadamente.
Oncologista trata todos os tipos de câncer?
Sim, o oncologista clínico está habilitado para tratar adultos com qualquer tipo de câncer, sempre trabalhando em integração com outros especialistas, quando necessário, para garantir o melhor resultado terapêutico possível.
