Conversar sobre os efeitos do tratamento do câncer muitas vezes é assustador para quem enfrenta a doença. As dúvidas costumam rondar a cabeça: será que todos vão experimentar as mesmas reações? Existem formas de driblar o desconforto? O que esperar do início ao final do processo? A verdade é que cada paciente vive uma experiência única, mas receber informações claras pode tornar a jornada menos pesada. Com base nos cuidados orientados por especialistas como a Dra. Nayara Zortea Lima, este guia busca oferecer respostas sinceras, com dicas práticas, relatos realistas e esperança. Afinal, entender o que está por vir ajuda a recuperar um pouco mais de controle.
O que é a quimioterapia e por que ela causa reações no corpo?
A quimioterapia consiste no uso de medicamentos para combater as células cancerígenas. Muitas vezes, ela age em todo o corpo, não apenas onde o tumor está localizado. Por isso, é possível que tecidos sadios também sejam afetados, especialmente aqueles que se renovam rapidamente, como cabelo, mucosas e células do sangue.

Existe uma intenção nessa ação: enfraquecer e destruir as células do câncer. No entanto, as células normais, ao serem atingidas, acabam provocando reações que chamamos de efeitos adversos ou efeitos colaterais. Nem todos sentirão cada sintoma, e a intensidade varia conforme o tipo de quimioterápico, a dosagem, o tempo, a idade e o organismo de cada um de acordo com o Centro de Combate ao Câncer.
Não existem dois pacientes idênticos.
Formas de administração da quimioterapia e como isso impacta os sintomas
Há diferentes maneiras de receber a quimioterapia, e isso pode influenciar nas manifestações presenciadas. Os quatro modos principais incluem:
- Oral (comprimidos ou cápsulas)
- Intravenosa (direto na veia, geralmente em hospitais ou clínicas)
- Subcutânea (aplicação sob a pele)
- Intramuscular (injeção no músculo)
A escolha do método depende do tipo de câncer, objetivo do tratamento e características individuais. Protocolos adaptados tornam-se fundamentais, e o acompanhamento com profissionais experientes, como a Dra. Nayara Zortea Lima, faz toda a diferença na forma de lidar e minimizar reações mais intensas.
Por que os sintomas aparecem e como podem variar
Os medicamentos usados na quimioterapia interferem no crescimento acelerado das células tumorais, mas também podem afetar células normais do corpo, principalmente:
- Mucosas (boca, garganta e intestino)
- Cabelo
- Pele
- Células do sangue (glóbulos brancos, plaquetas, glóbulos vermelhos)
Por isso, manifestam-se sintomas físicos como náuseas, queda de cabelo, fadiga, alterações no sangue, feridas na boca, além de efeitos emocionais e psicológicos, menos visíveis, porém igualmente importantes. Não existe uma frequência rígida: há quem sinta muitos, outros quase nenhum. E mesmo sintomas semelhantes podem ter intensidades totalmente distintas, dependendo da combinação entre o tratamento, saúde prévia e suporte recebido.
Sintomas mudam de acordo com o corpo e a alma de cada um.
Principais efeitos colaterais da quimioterapia: o que o paciente pode esperar
Náuseas e vômitos: dos mais comuns às estratégias de alívio
Um dos incômodos mais relatados é a sensação de enjoo e o ato de vomitar, especialmente nas primeiras horas ou dias após a aplicação. No entanto, alguns remédios já são planejados para prevenir essa reação. O organismo pode se adaptar ao longo do tempo, e a intensidade dos enjôos não é igual para todos.
Segundo o Manual MSD, é importante:
- Evitar alimentos gordurosos ou muito temperados antes e após a quimioterapia
- Realizar pequenas refeições frequentes
- Tomar líquidos aos poucos, principalmente água e chá morno
- Utilizar medicamentos prescritos para enjoo, caso sejam indicados
“Se sentir enjoo persistente, comunique seu médico de imediato.”
Fadiga: cansaço que vai além do comum
O cansaço provocado pelo processo é diferente da exaustão regular. Muitas vezes, o corpo pede repouso mesmo após uma simples atividade. Trabalhar, caminhar ou até conversar podem parecer grandes desafios. Há casos em que a fadiga permanece por semanas ou meses, mesmo após o tratamento, conforme relatos de especialistas em oncologia.
Algumas medidas que ajudam:
- Respeitar o limite do corpo
- Dividir tarefas e aceitar ajuda
- Dormir em horários regulares
- Praticar atividades físicas leves, se possível e autorizado
- Alimentar-se bem, priorizando refeições suaves e ricas em nutrientes

Queda de cabelo: um símbolo visível, mas apenas temporário
Poucos efeitos trazem tanto impacto visual como a perda dos fios. Embora não aconteça com todos os quimioterápicos, é frequente ver a queda do cabelo iniciar de duas a três semanas após o início do tratamento. Além da cabeça, sobrancelhas e cílios também podem ser afetados conforme orientações dos centros de referência.
O crescimento normal do cabelo quase sempre retorna alguns meses após o término do tratamento, normalmente com uma textura ou cor ligeiramente diferentes, ao menos temporariamente. Turbantes, lenços, perucas e chapéus tornam-se aliados de autoestima.E sempre vale lembrar:
“A queda do cabelo não define quem você é.”
Alterações no sangue: o impacto invisível
Quimioterápicos podem prejudicar a produção de células do sangue, levando a três situações importantes:
- Anemia (falta de glóbulos vermelhos): provoca cansaço, palidez e falta de ar.
- Leucopenia (queda de glóbulos brancos): aumenta o risco de infecções, mesmo que simples.
- Plaquetopenia (baixa de plaquetas): facilita ocorrência de sangramentos e hematomas.
Aqui, a rotina de exames e o acompanhamento frequente são indispensáveis para detectar alterações precocemente e ajustar o tratamento conforme o caso.
Alterações digestivas: boca, intestino e apetite
Além das náuseas, outros sintomas comuns incluem feridas na boca (mucosite), diarreia, constipação, alterações no paladar, aftas e falta de apetite. Comer pode perder o prazer e exigir adaptações
Segundo o Manual do Paciente Oncológico, dicas úteis incluem:
- Fracionar as refeições
- Manter boa higiene oral
- Evitar bebidas alcoólicas e cigarro
- Esfriar alimentos quentes para não machucar a mucosa
- Escolher alimentos macios e fáceis de mastigar

Alterações na pele e unhas: mudanças visuais e cuidados básicos
Pele ressecada ou sensível, unhas fracas ou manchadas, coceira e escurecimento são queixas recorrentes. Usar hidratantes neutros, evitar exposição solar e cuidar das cutículas podem prevenir desconfortos. Quando há lesões extensas ou dor, consultar o oncologista é o caminho.
Alterações emocionais: medo, ansiedade e humor oscilante
A montanha-russa emocional é real. Desde o diagnóstico, passando pelo tratamento, surgem sentimentos de incerteza, ansiedade, tristeza e até irritação. Isso não indica fraqueza, e sim uma reação humana. O suporte emocional, familiares, psicólogos e terapias complementares têm papel central. A escuta atenta, empatia e acolhimento são premissas do projeto liderado por Dra. Nayara Zortea Lima, onde tratar o corpo e a mente andam juntos.
“Sentir é parte da cura.”
Outros sintomas frequentes, porém pouco falados
- Dores musculares ou articulares: podem surgir após algumas sessões.
- Dificuldades cognitivas leves: lapsos de memória, concentração prejudicada (o chamado “brain fog” ou “quimiocérebro”).
- Alterações menstruais: em mulheres, pode haver interrupção ou irregularidade temporária do ciclo.
- Perda de apetite sexual: homens e mulheres podem experimentar mudanças no desejo e resposta sexual.
- Parestesias: formigamentos e dormências em extremidades, mais comuns com quimioterápicos específicos.
Nem sempre todos esses sintomas aparecem, e, quando surgem, na maioria das vezes são transitórios. Informar o time médico sobre qualquer novo incômodo faz diferença.
Como minimizar os desconfortos: estratégias que funcionam
Medicação preventiva e acompanhamento próximo
A prescrição de remédios para prevenir enjoo, regular sono, proteger estômago e sistema nervoso já faz parte dos protocolos atuais. No entanto, cada paciente terá uma combinação específica, ajustada à sua resposta individual. O acompanhamento frequente permite conhecer melhor o próprio corpo, relatar novidades e ajustar medicamentos.
Cuidados nutricionais e hidratação
A alimentação deve ser variada, simples e adaptada à reta em que o paciente se encontra. Hidratar-se bem faz parte da rotina — água, chás e sucos naturais são aliados. Em fases de muito enjoo, bolachas salgadas, frutas frescas, caldos e alimentos com pouco cheiro ajudam.
Alguns conselhos práticos:
- Prepare refeições leves e em pequenas quantidades
- Evite jejum prolongado
- Inclua proteínas, mesmo que em pouquinho a cada refeição
- Dê preferência ao que estiver mais apetitoso no dia
Se o peso cair de modo rápido ou faltar força para comer, vale agendar consulta com nutricionista que conheça recursos específicos para pacientes oncológicos.
Atividade física adaptada
Movimentar-se, mesmo que pouco, favorece circulação, ânimo e o próprio apetite. Caminhadas curtas, alongamentos ou exercícios orientados individualmente são bem-vindos, se não houver contraindicação. Reforço: isso deve ser conversado com a equipe de saúde.

“Mesmo pequenos movimentos podem transformar o dia.”
Descanso e sono de qualidade
Fases de insônia, preocupação ou sonolência excessiva são comuns. Criar um ritual do sono, evitar telas perto do horário de dormir, priorizar silêncio e posições confortáveis para repousar contribuem para noites melhores.
Apoio psicológico e terapias complementares
A saúde mental é frequentemente abalada. Conversas regulares com psicólogo, sessões de musicoterapia, meditação, acupuntura ou técnicas de respiração profunda mostram-se eficazes em diversos estudos. Isso faz parte do olhar humanizado proposto na prática clínica de Dra. Nayara Zortea Lima: um cuidado que não se limita ao físico.
Roupas, acessórios e autoestima
Buscar conforto no vestir, usar texturas macias, lenços, acessórios coloridos, maquiagens suaves — qualquer detalhe que resgate identidade e prazer. Não é futilidade, mas sim uma forma de resgatar segurança na própria imagem.
Diálogo constante com o time de saúde
Relatar todo e qualquer sintoma garante que as reações sejam reconhecidas e tratadas precocemente. Ajustes nos horários das medicações, substituições ou intervalos podem mudar o curso do tratamento. Essa transparência é um pilar nos atendimentos de Dra. Nayara Zortea Lima: escuta aberta, sem julgamentos.
Cuidados extras: pacientes oncológicos em situações especiais
Atenção redobrada durante a pandemia de covid-19
Durante períodos de circulação elevada de vírus respiratórios, como a pandemia de Covid-19, pacientes submetidos à quimioterapia podem apresentar maior vulnerabilidade a infecções. Medidas protetivas devem ser ampliadas:
- Higienização constante das mãos
- Uso correto de máscaras em ambientes fechados ou lotados
- Afastamento social em casos de sintomas gripais
- Vacinas em dia, conforme orientação médica (inclusive contra gripe e Covid-19, se liberado pela equipe)
Em episódios de febre, tosse persistente ou desconforto respiratório, é preciso acionar o time multiprofissional imediatamente. Muitos centros de oncologia oferecem orientações específicas nessas situações (mais orientações sobre cuidados gerais).
Alimentação segura para evitar infecções
Limpar e cozinhar bem os alimentos, preferir água filtrada, evitar comidas de origem desconhecida ajuda a prevenir infecções gastrointestinais, que podem evoluir com mais facilidade em quem faz quimioterapia.
Vivendo melhor durante o tratamento: orientações práticas
Planeje o dia a dia
- Prepare os itens para o dia de tratamento com antecedência, como lanche, água e distrações (livros, música, fone de ouvido)
- Se possível, vá com acompanhante
- Organize atividades leves e prazerosas entre os ciclos
- Mantenha contato com pessoas queridas, mesmo que virtual
- Anote dúvidas para trazer à consulta
Seja gentil consigo mesmo
Nem todos os dias são iguais. Em alguns, a energia parece sumir; em outros, há disposição para retomar a rotina. É assim mesmo, e isso não é sinal de fracasso. Cuidar de si requer um olhar mais leve, menos julgador.
Acesse informações confiáveis
Buscar fontes seguras é tão importante quanto o tratamento em si. Ler, perguntar e questionar faz parte da construção de autonomia. Conteúdos publicados por instituições sérias garantem orientações embasadas sobre remédios, sintomas e cuidados com qualidade de vida (saiba mais sobre orientações gerais e detalhadas).

A voz do paciente importa
“Sua experiência merece ser ouvida.”
Quando procurar ajuda: sinais de alerta
Alguns sintomas não podem ser ignorados e exigem contato imediato com o médico ou equipe de saúde:
- Febre (temperatura maior ou igual a 37,8°C)
- Sangramento espontâneo ou hematomas sem motivo
- Dificuldade ou falta de ar, dor no peito
- Dor intensa não controlada por analgésicos
- Vômitos persistentes, impedindo alimentação
- Diarreia intensa ou com sangue
- Feridas graves ou infecções aparentes
- Confusão mental, convulsões, sonolência exagerada
O tratamento do câncer envolve riscos, mas o manejo adequado e rápido reduz consequências graves. Buscar ajuda não significa fraqueza, mas sim cuidado responsável.
Terapias complementares: aliados do bem-estar
Além dos cuidados convencionais, práticas como meditação, mindfulness, yoga, arteterapia, reiki, relaxamento guiado e acupuntura podem melhorar:
- Controle do estresse
- Qualidade do sono
- Redução da ansiedade
- Aceitação do tratamento
Não substituem a equipe médica nem as medicações, mas podem ser valiosas quando integradas a um plano personalizado, como defendido pelo projeto da Dra. Nayara Zortea Lima. O olhar multidisciplinar reconhece a pessoa como um todo, e não apenas o diagnóstico.
O papel da família e do cuidador
O suporte afetivo recebido em casa faz diferença real no bem-estar do paciente. Dividir angústias, apoiar as mudanças do corpo e estar junto, mesmo em silêncio, fortalece todos os envolvidos. Cuidadores também precisam de acolhimento e orientação, afinal, tratar de alguém é, por vezes, tão desafiador quanto ser tratado.
Qualidade de vida em foco: pequenas mudanças, grandes resultados
Viver bem durante e após a quimioterapia é um objetivo possível. Pequenas adaptações tornam o cotidiano mais leve e reconectam àquilo que nos traz alegria. Dar valor ao presente, mesmo com incertezas, pode ser um antídoto silencioso contra o medo.
“Permita-se reaprender a se cuidar, todos os dias.”
Conclusão: cuidar para além do câncer
Enfrentar os desafios do tratamento oncológico não é apenas uma batalha física, mas também emocional e social. Conhecer as possíveis reações, ter suporte multiprofissional e respeitar seus próprios limites ajuda a tornar o processo menos doloroso. O olhar atento para as necessidades do paciente e sua família, como propõe a Dra. Nayara Zortea Lima, faz do cuidado um caminho de acolhimento, empatia e respeito.
Se você ou alguém querido precisa de apoio, saiba que informação de qualidade, escuta ativa e equipe comprometida fazem toda a diferença. Agende uma consulta, conheça a proposta do projeto da Dra. Nayara Zortea Lima e permita-se trilhar a jornada do tratamento com segurança, orientação clara e muita humanidade. Não caminhe sozinho.

Perguntas frequentes sobre efeitos colaterais da quimioterapia
O que são efeitos colaterais da quimioterapia?
Efeitos colaterais da quimioterapia são reações adversas que podem surgir durante ou logo após o uso dos medicamentos quimioterápicos. Eles acontecem porque os remédios, ao atacar células do câncer, também atingem células normais, especialmente aquelas que se multiplicam rapidamente, como as do sangue, pele, cabelo e sistema digestivo. As manifestações vão desde sintomas físicos, como enjôo e queda de cabelo, até alterações no humor e sono. Nem todos sentirão os mesmos sintomas — cada tratamento é uma experiência pessoal.
Como aliviar efeitos colaterais da quimioterapia?
Aliviar os efeitos da quimioterapia requer estratégias personalizadas, que incluem usar medicamentos recomendados contra enjoo, manter hidratação adequada, alimentação equilibrada, descanso programado, atividade física leve (quando estiver autorizado) e suporte emocional contínuo. Buscar acompanhamento psicológico, terapias complementares e relatar sintomas ao time médico são atitudes valiosas. Pequenas adaptações no dia, como fracionar refeições e priorizar roupas confortáveis, também ajudam no bem-estar geral.
Quais os efeitos colaterais mais comuns?
Os efeitos mais comuns incluem náuseas, vômitos, fadiga intensa, queda de cabelo, feridas na boca (mucosite), alterações no sangue (anemia, baixa de plaquetas e leucócitos), distúrbios digestivos (diarreia, constipação e perda de apetite), além de mudanças na pele, unhas e variáveis emocionais, como ansiedade e oscilações no humor. A intensidade e presença desses sintomas variam entre as pessoas e tipos de quimioterapia aplicados.
Efeitos colaterais desaparecem após o tratamento?
Na maioria dos casos, sim. Muitos sintomas, como náuseas, fadiga, feridas na boca e alterações de pele, tendem a regredir após o fim do tratamento. O cabelo geralmente volta a crescer com algumas diferenças temporárias. Ainda assim, é possível que alguns efeitos persistam por semanas ou meses, principalmente fadiga e cansaço. As alterações permanentes são raras, mas eventuais sequelas podem depender da duração, tipo do medicamento e situação clínica individual.
Quimioterapia sempre causa queda de cabelo?
Não. Nem todo tipo de quimioterapia provoca queda de cabelo. Alguns medicamentos são mais propensos a afetar os fios, enquanto outros têm impacto mínimo ou nenhum. Quando ocorre, normalmente a queda se inicia duas a três semanas após o início das sessões, mas é geralmente temporária: o cabelo tende a crescer novamente algum tempo depois do término do tratamento. É recomendável conversar com o oncologista sobre a possibilidade desse efeito antes do início das aplicações, para planejar possíveis estratégias de adaptação e cuidado com a autoestima.
