Equipamentos médicos de quimioterapia e radioterapia lado a lado em sala de hospital bem iluminada

Quando o diagnóstico de câncer chega, a quantidade de informações pode assustar. De repente, surgem nomes de tratamentos, possibilidades, efeitos colaterais… E dúvidas, muitas dúvidas. Entre os métodos mais comuns, dois se destacam e costumam levantar questões importantes: a quimioterapia e a radioterapia. Mas afinal, o que diferencia esses tratamentos? Como cada um deles age? Qual a escolha ideal para o seu caso?

Essa é uma pergunta que eu já escutei diversas vezes em conversas com pacientes. Pensando nisso, este artigo traz informações simples, diretas e humanas, assim como é a filosofia da Dra. Nayara Zortea Lima, especialista em cuidados integrados e humanizados para pessoas em tratamento oncológico. Vamos esclarecer essas diferenças, com a esperança de que você se sinta mais confiante, informado e acolhido em sua jornada.

Como funciona a quimioterapia?

A quimioterapia é conhecida por seu uso de medicamentos capazes de combater células cancerígenas. Ela não se limita ao local do tumor, mas circula por todo o organismo, atingindo células doentes onde quer que estejam.

  • Via de administração: Pode ser feita por meio intravenoso, comprimidos ou até mesmo injeções subcutâneas, dependendo do protocolo definido pelo oncologista.
  • Ação: Ataca células do câncer, mas também pode afetar células saudáveis, especialmente aquelas que se multiplicam rapidamente, como as do sangue, cabelo ou do trato digestivo.
  • Duração: O tratamento é realizado em ciclos, com intervalos para recuperação do organismo.
Quimioterapia percorre todo o corpo para eliminar células cancerosas.

Segundo informações do Portal Vida Saudável do Hospital Israelita Albert Einstein, náuseas, queda de cabelo e fadiga estão entre os efeitos mais comuns da quimioterapia, justamente pelo seu alcance sistêmico.

Como funciona a radioterapia?

A radioterapia segue um caminho diferente. Nesse tratamento, são utilizadas radiações aplicadas diretamente sobre o tumor, ou na área próxima, caso haja risco de células cancerosas terem migrado.

  • Foco local: Tratamento localizado, concentrando energia em pontos específicos do corpo.
  • Ação: A radiação danifica o DNA das células cancerígenas, levando à morte delas ou impedindo sua multiplicação.
  • Frequência: Costuma ser feita em sessões diárias, geralmente de segunda a sexta, durante algumas semanas. Cada sessão dura poucos minutos.

É como se a radioterapia fosse um raio de precisão, ajustando-se ao formato e tamanho do tumor para preservar o máximo possível dos tecidos ao redor.

Paciente realizando sessão de radioterapia em sala de tratamento A radioterapia é direcionada, como um feixe de luz clareando um ponto.

Muitas pessoas associam o procedimento a dor imediata, mas, durante a aplicação, não se sente nenhum desconforto. Os efeitos costumam ser percebidos após algumas sessões, como leves alterações na pele do local tratado e cansaço progressivo, conforme também citado pelo Portal Vida Saudável do Hospital Israelita Albert Einstein.

Quando cada um é indicado?

Essa resposta não é única. O tratamento depende do tipo de câncer, estágio, localização, condições de saúde do paciente e outros fatores. Às vezes, ambos os métodos podem ser combinados para potencializar os benefícios.

  • Quimioterapia: Indicada quando há risco do câncer estar espalhado, não importa onde ele esteja no corpo. Também é utilizada antes da cirurgia (para reduzir o tumor) ou depois (para evitar recidivas).
  • Radioterapia: Escolhida para tumores localizados, para tratar resíduos microscópicos ou aliviar sintomas em situações mais avançadas (radioterapia paliativa).

Nesse contexto, a Dra. Nayara Zortea Lima costuma dizer em consulta: cada caso é um caso. O plano terapêutico é personalizado, buscando não só controlar o câncer, mas também oferecer mais qualidade de vida.

Quais são os efeitos colaterais?

Se tem uma pergunta que ronda a cabeça de quem vai iniciar o tratamento, esta é sobre as reações adversas. Vamos falar sobre as principais, com um pouco de honestidade, porque, apesar de temidas, elas costumam ser temporárias e passíveis de manejo adequado.

Efeitos da quimioterapia

  • Náuseas e vômitos
  • Perda de apetite e emagrecimento
  • Queda de cabelo
  • Alterações no sangue (anemia, baixa imunidade)
  • Feridas na boca, alteração do paladar
  • Fadiga intensa (cansaço que não melhora só com descanso)

O importante é conversar sempre com o médico. Atualmente, existem recursos para amenizar muitas dessas reações e tornar o processo menos pesado.

Efeitos da radioterapia

  • Vermelhidão e ressecamento na pele do local tratado
  • Descamação ou ardência, como uma queimadura solar
  • Cansaço progressivo
  • Alteração em órgãos próximos (dependendo da região irradiada)
  • Mudanças temporárias no apetite

A experiência de cada pessoa varia. Uns sentem mais, outros quase nada. Tudo depende da dose, do tipo de equipamento e da individualidade de cada corpo.

Quimioterapia e radioterapia podem ser combinadas?

Sim, em alguns casos! Este é o chamado tratamento multimodal ou quimiorradioterapia. Essa combinação pode ser feita de forma sequencial (um depois do outro) ou concomitante (ao mesmo tempo). O objetivo é aumentar as chances de controle da doença, especialmente em tumores que respondem melhor assim.

O tratamento do câncer é um caminho, não uma linha reta.

Vale reforçar, como orienta a Dra. Nayara Zortea Lima em sua prática clínica, que cada decisão é tomada de forma conjunta, baseada em informações claras e acessíveis, considerando não só o tipo de câncer, mas também o bem-estar do paciente.

Como é conviver com cada tratamento?

Essa talvez seja a parte mais difícil de explicar. Porque existe o que está no papel e o que se vive, de fato, no dia a dia. Entre consultas, exames, idas ao hospital, surgem medos, aflições, dúvidas e, também, novas esperanças.

A quimioterapia por vezes exige ajustes na rotina: alimentação, descanso, cuidados com a prevenção de infecções e apoio emocional são fundamentais. Já a radioterapia costuma permitir maior manutenção das atividades cotidianas, pois, fora o cansaço e efeitos na pele, geralmente interfere menos em todo o organismo.

Família conversando em sala de casa, apoiando paciente em tratamento de câncer O olhar atento e acolhedor, como o proporcionado pela Dra. Nayara Zortea Lima, faz toda diferença nessa travessia. No consultório, é este o momento de falar sobre expectativas, receios, esclarecer dúvidas e receber orientações personalizadas.

Conclusão

Entender a diferença entre quimioterapia e radioterapia tira o peso da incerteza do caminho. Saber que cada tratamento tem um objetivo, uma forma de agir e efeitos próprios, auxilia na construção de escolhas informadas, lado a lado com a equipe multidisciplinar.

O mais importante é nunca caminhar sozinho.

Se você ou alguém próximo está diante desse desafio, lembre-se: informação é uma poderosa aliada. E o cuidado humanizado, personalizado e empático está ao alcance com profissionais como a Dra. Nayara Zortea Lima. Agende sua consulta, tire suas dúvidas e encontre a melhor estratégia para enfrentar o câncer, com respeito ao seu tempo, sua história e suas necessidades.

Perguntas frequentes sobre quimioterapia e radioterapia

Qual a principal diferença entre quimioterapia e radioterapia?

A quimioterapia utiliza medicamentos que circulam por todo o corpo para eliminar células cancerígenas, sendo um tratamento sistêmico. Já a radioterapia aplica radiações de alta precisão diretamente na região do tumor, tratando de forma localizada. Assim, a quimioterapia age em todo o organismo, enquanto a radioterapia atua apenas no ponto escolhido. Esta diferença de foco e alcance é o que separa principalmente os dois métodos.

Quais os efeitos colaterais da quimioterapia?

Entre os efeitos mais frequentes estão náuseas, vômitos, queda de cabelo, alterações no sangue (como anemia), feridas na boca e fadiga. Esses sintomas geralmente aparecem porque além de atacar células doentes, a quimioterapia pode afetar células saudáveis de rápida multiplicação, mas há formas de controlar e amenizar essas reações, conforme visto em estudos do Portal Vida Saudável do Hospital Israelita Albert Einstein.

Radioterapia dói durante o tratamento?

Durante as sessões, a radioterapia não causa dor. O paciente fica imóvel e a máquina direciona a radiação ao local exato. Eventuais desconfortos surgem apenas dias depois, como vermelhidão, descamação na pele e cansaço. Mas durante o procedimento, o paciente não sente dor alguma, o que é um alívio para muitos.

Quando é indicado fazer quimioterapia ou radioterapia?

A indicação depende do tipo de câncer, extensão da doença, localização e estado geral de saúde da pessoa. A quimioterapia é preferida para tratar tumores que podem estar espalhados pelo corpo, enquanto a radioterapia é escolhida para casos localizados, tumores em fase inicial, ou como forma de aliviar sintomas. Em alguns casos, podem ser indicadas juntas, sequencialmente ou ao mesmo tempo.

Quimioterapia e radioterapia podem ser feitas juntas?

Sim, em certos casos os tratamentos são combinados para aumentar sua eficácia. Essa associação pode ocorrer antes ou depois de cirurgias, ou de forma concomitante, especialmente quando o objetivo é potencializar o controle do tumor. A escolha depende do plano terapêutico individualizado, como propõe a linha de cuidado da Dra. Nayara Zortea Lima, visando sempre o melhor resultado para o paciente.

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Nayara Zortea

Sobre o Autor

Nayara Zortea

Dra. Nayara Zortea Lima é médica oncologista dedicada ao cuidado integral de adultos diagnosticados com câncer. Ela se destaca por sua abordagem humanizada, foco na qualidade de vida e atenção às necessidades individuais de cada paciente. Com experiência em práticas complementares e suporte emocional, Dra. Nayara acredita no acolhimento, na escuta ativa e no diálogo transparente para o desenvolvimento de planos terapêuticos personalizados.

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