O diagnóstico de um câncer costuma lançar dúvidas e inseguranças em todas as direções. Entre as primeiras questões que surgem, está a escolha dos profissionais que vão acompanhar o tratamento. Afinal, o universo da oncologia conta com diferentes médicos, cada um com funções próprias, e às vezes até nomes que se confundem. Mas, de fato, entender o papel de cada especialidade faz diferença na tomada de decisões, no entendimento do plano terapêutico e, principalmente, na confiança do paciente ao longo da jornada.
Neste guia, você encontra uma explicação clara, simples e honesta sobre a diferença entre oncologista clínico e cirurgião oncológico. Vamos mostrar casos típicos e situações práticas do dia a dia, ensinando como essas carreiras se complementam, e como atuam juntos ao lado do paciente, como faz a Dra. Nayara Zortea Lima em seu trabalho dedicado e acolhedor.
O que é oncologia e por que há diferentes especialistas
Antes de entrar nos detalhes, vale um passo atrás. O termo oncologia abrange toda a ciência e estudo dos tumores, benignos e malignos. Mas, apesar do nome sugerir apenas um ramo, a oncologia se divide em subespecialidades: Oncologia Clínica, Cirurgia Oncológica, Hematologia, Oncologia Pediátrica, entre outras.
Tudo isso faz parte do conceito de tratamento multidisciplinar, recomendado pelo Ministério da Saúde.
Vários especialistas, um só objetivo: o melhor cuidado.
Mas, então, qual especialista entra em cada etapa? Qual a diferença entre suas formações, responsabilidades e dia a dia?
Entendendo o oncologista clínico
O oncologista clínico é o médico responsável por planejar, direcionar e coordenar grande parte do tratamento de quem recebe o diagnóstico de câncer. Ele não realiza cirurgias, mas acompanha o paciente em consultas com avaliações detalhadas sobre o estágio da doença, sintomas, efeitos colaterais e resposta ao tratamento.
De acordo com o artigo dedicado à oncologia clínica, o oncologista clínico também é o profissional especializado em indicar e monitorar os tratamentos sistêmicos:
- Quimioterapia
- Imunoterapia
- Terapias alvo
- Hormonioterapia
- Ensaios clínicos
Cabe ao oncologista clínico conversar amplamente com o paciente, entender seus medos, alinhar expectativas e, sempre que possível, trazer opções de tratamento individualizadas, considerando histórico, idade, doenças associadas, estilo de vida e vontade do paciente.
Exemplo de caso para ilustrar
Imagine um paciente diagnosticado com câncer de pulmão, estágio III. Ele chega ao consultório da Dra. Nayara Zortea Lima. Após uma longa conversa, vários exames complementares e uma reunião com outros especialistas, o oncologista clínico propõe um plano que inclui quimioterapia combinada a imunoterapia. Cabe à Dra. Nayara explicar cada passo, ajustar doses conforme necessidade e acompanhar sessões, controlando sintomas e acolhendo dúvidas, sempre ouvindo e respeitando a individualidade desse paciente.
O papel do cirurgião oncológico
Se, por um lado, o oncologista clínico coordena e executa o tratamento medicamentoso, o cirurgião oncológico é o especialista das intervenções cirúrgicas. Esse profissional possui uma formação longa e específica, antes de se tornar cirurgião oncológico, passa por alguns anos de cirurgia geral e uma residência exclusiva em cirurgia oncológica (veja aqui detalhes da formação).
O cirurgião oncológico tem uma atuação estratégica em pelo menos três situações:
- Diagnóstico: faz biópsias e exames invasivos para esclarecer o tipo tumoral
- Estadiamento: avalia a extensão da doença, identificando a presença em outros órgãos
- Tratamento: realiza cirurgias para remoção total ou parcial do tumor, além de reconstruções e procedimentos para controlar sintomas.
Segundo a Revista Brasileira de Cancerologia, sua atuação influencia diretamente o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes.
Um caso comum: aplicação prática
Um paciente com câncer de cólon recebe, após exames, o encaminhamento para o cirurgião oncológico. O especialista avalia exames de imagem, revisa a biópsia, discute os riscos e benefícios da cirurgia com o paciente e faz o procedimento para retirada do tumor. Em muitos casos, o cirurgião e o oncologista clínico trabalham em parceria desde as primeiras consultas, definindo juntos a necessidade de tratamentos antes ou depois da cirurgia.
Trabalho em conjunto: o verdadeiro diferencial
O paciente oncológico é acompanhado de perto por ambos os profissionais, ou seja, oncologista clínico e cirurgião oncológico atuam em sintonia na maioria dos casos. Essa integração é tema de destaque em materiais do Hospital de Urgências de Sergipe, que ilustra a importância do trabalho compartilhado e das reuniões multidisciplinares no hospital.
Não vale tentar escolher “apenas um”, porque, frequentemente, as especialidades se complementam. Em alguns casos, primeiro a cirurgia, depois a quimioterapia; em outros, faz-se um tratamento clínico para reduzir o tumor antes da operação. Há situações em que a cirurgia não é indicada, mas o acompanhamento clínico é fundamental para controlá-lo e garantir conforto.
O câncer é uma jornada, não uma linha reta.
Por isso, contar com um time unido, como na abordagem personalizada da Dra. Nayara Zortea Lima, faz diferença do diagnóstico à reabilitação.
Dúvidas frequentes de quem escuta esses termos (e possíveis confusões)
- O oncologista clínico faz cirurgia? Não. Ele pode até auxiliar no pré e pós-operatório, mas não realiza procedimentos cirúrgicos.
- O cirurgião oncológico também trata psicologicamente? Não é o foco do seu trabalho, mas ele participa do acolhimento e de orientações importantes no cuidado global.
- Meu tratamento será conduzido só por um deles? Na maioria das vezes, os dois participam juntos, cada um em sua função.
Resumo prático das diferenças
- Oncologista clínico: consulta, acompanhamento, tratamentos com medicamentos e acolhimento integral.
- Cirurgião oncológico: avaliação cirúrgica, procedimentos invasivos, biópsias, tratamento curativo ou paliativo via cirurgia.
- Ambos: trabalham junto com uma equipe multidisciplinar e mantêm diálogo constante com paciente e família.
Como saber com qual especialista devo falar primeiro?
Idealmente, o caminho inicial é procurar um oncologista clínico, como a própria Dra. Nayara Zortea Lima faz em seu consultório. Ele fará a avaliação global e, se precisar de cirurgia, encaminhará ao cirurgião oncológico e a outros especialistas, sempre com foco na personalização e humanidade.
Se o diagnóstico já apontar necessidade urgente de intervenção, o próprio cirurgião pode ser o primeiro contato. O importante é não enfrentar sozinho, e sim recorrer ao sistema de cuidado integrado, conforme recomenda o Ministério da Saúde.
Essa integração, que faz parte da missão de projetos dedicados como o da Dra. Nayara, é o que dá mais segurança às decisões, ajudando não só na escolha do tratamento, mas em todo o processo: emoção, dúvidas, avanços e, sim, conquistas pessoais ao longo do caminho.
Conclusão
Compreender a diferença entre oncologista clínico e cirurgião oncológico tem impacto real na sua jornada contra o câncer. Não se trata de escolher um, mas de confiar em uma equipe completa e especializada, que, como faz a Dra. Nayara Zortea Lima, busca sempre priorizar qualidade de vida, respeito à individualidade e acolhimento em cada etapa do tratamento. Se você ainda sente dúvidas ou deseja uma abordagem mais humana para o seu caso, agende uma conversa e permita-se conhecer como um cuidado realmente multidisciplinar pode transformar sua experiência no enfrentamento do câncer.
Perguntas frequentes
O que faz um oncologista clínico?
O oncologista clínico é o médico especializado no diagnóstico, planejamento e acompanhamento do tratamento sistêmico do câncer. Ele prescreve e monitora quimioterapia, imunoterapia, hormonioterapia e outros medicamentos, além de acompanhar o paciente antes, durante e após essas intervenções. Também faz parte do seu papel acolher a família e ajudar nas dúvidas sobre o tratamento, sempre trabalhando integrado com outros profissionais de saúde.
Qual a função do cirurgião oncológico?
O cirurgião oncológico realiza procedimentos cirúrgicos para diagnóstico (como biópsias), estadiamento e remoção de tumores. Participa tanto de cirurgias com fins curativos quanto paliativos e também pode atuar em reconstruções. Segundo um artigo da Revista Brasileira de Cancerologia, a atuação especializada do cirurgião oncológico amplia as chances de tratamento adequado e benefício ao paciente.
Quando procurar um oncologista clínico?
Procura-se o oncologista clínico quando há suspeita ou confirmação de câncer, ou ainda para acompanhar casos em investigação com alto risco. Ele é o ponto inicial para avaliação global do paciente, indicando complementações diagnósticas, tratamentos medicamentosos e encaminhamentos necessários para demais especialistas, como o cirurgião oncológico.
Qual a diferença entre os dois especialistas?
O oncologista clínico é responsável pelo tratamento medicamentoso e acompanhamento geral do câncer. Já o cirurgião oncológico realiza cirurgias para diagnóstico, estadiamento, remoção e reconstruções, quando indicado. Ambos colaboram juntos no cuidado do paciente, mas cada um com funções bem definidas dentro da equipe multidisciplinar.
Quem indica a cirurgia oncológica?
Geralmente, a indicação parte do oncologista clínico após avaliação do caso, exames e discussões multidisciplinares. Também pode ser o próprio cirurgião oncológico quem sugere, caso se trate de encaminhamento direto de exames que apontam a necessidade de abordagem cirúrgica. De todo modo, a decisão é sempre compartilhada entre especialistas, priorizando o melhor resultado para o paciente.
