Paciente recebendo atendimento humanizado de médica oncologista em consultório com iluminação natural

Quando uma pessoa recebe o diagnóstico de câncer, muita coisa muda. É natural surgir um turbilhão de dúvidas, inseguranças e medos. Mas, junto do tratamento, existe outro aspecto igualmente relevante: como preservar o bem-estar durante essa jornada? Tradicionalmente, falar sobre câncer era quase sempre sinônimo apenas de medicamentos, exames e hospitais. Porém, hoje sabemos que saúde é muito mais do que ausência de doença. A experiência mostra que pacientes com suporte físico, emocional e social conseguem atravessar as etapas do tratamento com mais leveza, participando ativamente das decisões, e, isso sim, faz diferença de verdade em como cada um vive cada dia.

Neste artigo, vamos percorrer juntos sete estratégias para cuidar da qualidade de vida no câncer. Ou melhor, maneiras para que o paciente possa se sentir confiante, confortável e apoiado ao longo de todas as etapas. Para embasar as recomendações, trazemos experiências da Dra. Nayara Zortea Lima, oncologista que acredita na importância de cada história individual e constrói, com cada paciente, um caminho próprio e humano de enfrentar o desafio da doença.

Cuidar é muito mais do que tratar.

Com base em evidências científicas recentes e práticas clínicas, mergulharemos nas várias dimensões do bem-estar: corpo, mente e relações. Ao final, esperamos que você se sinta mais preparado para trilhar seu caminho, seja como paciente, familiar ou profissional de apoio.

O que é qualidade de vida para pacientes com câncer

Quando se fala em qualidade de vida durante o tratamento de câncer, muita gente pensa apenas em controlar sintomas ou garantir sobrevida. No entanto, esse conceito se construiu ao longo das últimas décadas, integrando saúde física, mental e social. Para pacientes oncológicos, sentir-se bem significa conseguir manter alguma rotina, realizar tarefas simples, viver momentos prazerosos e participar das decisões do próprio cuidado.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, qualidade de vida envolve percepção individual sobre posição na vida, considerando cultura, valores, expectativas e preocupações. Para pacientes com câncer, isso pode incluir:

  • Redução de sintomas como dor, náusea e fadiga
  • Autonomia em decisões do dia a dia
  • Laços familiares e de amizades fortalecidos
  • Sentimento de esperança e propósito
  • Bons diálogos com a equipe de saúde

Se olharmos de forma mais detalhada, podemos separar esse conceito em três dimensões principais:

Dimensão física

Aqui, entram o controle dos sintomas, mobilidade, sono reparador, alimentação adequada e capacidade funcional. Um paciente que consegue, por exemplo, sair para uma breve caminhada ou preparar uma refeição simples, sente na prática o impacto direto de pequenas vitórias diárias.

Dimensão emocional

Ansiedade, tristeza, medo, raiva ou esperança podem se alternar durante o tratamento. Reconhecer, acolher e cuidar das emoções reduz desgaste e favorece o enfrentamento da doença. O acompanhamento psicológico atua não apenas para tratar eventuais transtornos, mas para ampliar as ferramentas do paciente diante das adversidades.

Dimensão social

Manter vínculos, sentir-se parte do meio familiar e social e não se isolar são fatores de proteção relevantes. O convívio ameniza sensações de solidão, favorece a confiança e proporciona suporte espontâneo em situações do dia a dia.

Um olhar integral significa enxergar todo o ser, e não apenas o diagnóstico.

Estratégia 1: tratamento personalizado para respeitar a individualidade

A primeira estratégia para promover sensação de bem-estar no câncer é criar um plano de cuidados sob medida, em vez de simplesmente seguir protocolos padronizados. Isso exige escuta ativa, tempo para conversa e proximidade entre médico, paciente e familiares.

Médico conversando em consultório com paciente oncológico A Dra. Nayara Zortea Lima destaca que, no contexto oncológico, cada pessoa chega com sua bagagem: seus medos, valores, crenças, apoios e desejos. Por isso, ao definir as propostas de tratamento, seja cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou abordagens complementares, é fundamental considerar como cada decisão vai impactar a trajetória individual, pensando sempre no equilíbrio entre resultados clínicos e impactos sobre o cotidiano.

Por que isso faz diferença?

  • Permite alinhar as expectativas e esclarecer dúvidas
  • Reduz ansiedade relacionada à perda de autonomia
  • Favorece decisões mais conscientes e participativas
  • Melhora adesão às condutas, pois o paciente sente-se respeitado

Além disso, avanços como a medicina de precisão e técnicas modernas de diagnóstico têm tornado possível personalizar ainda mais o cuidado. De acordo com publicações que mostram como inovações tecnológicas permitem tratamentos feitos sob medida, atualmente é viável realizar terapias direcionadas ao perfil genético do tumor e do paciente, reduzindo efeitos adversos e aumentando a chance de bons resultados.

Estratégia 2: manejo dos efeitos colaterais para preservar o bem-estar

Cansaço, alterações de apetite, náusea, dor e outros sintomas não precisam ser normais nem intransponíveis durante o caminho do tratamento. Um dos fundamentos para manter o paciente ativo e funcional é a prevenção e o controle precoce desses quadros.

A abordagem integrada, que inclui farmacoterapia moderna, práticas complementares e monitoramento constante, se mostra muito superior à simples prescrição ocasional de remédios. No trabalho da Dra. Nayara Zortea Lima, um ponto central é adaptar as recomendações conforme a resposta de cada indivíduo, ajustando a medicação, implementando técnicas para relaxamento ou mesmo estimulando a prática de fisioterapia e terapias integrativas.

Maior conforto, menos limitações diárias.

Exemplos práticos de manejo de sintomas

  • Orientações nutricionais para prevenir enjoo e perda de peso
  • Técnicas de respiração ou relaxamento para reduzir ansiedade
  • Fisioterapia e exercícios suaves para aliviar dores articulares
  • Uso racional de analgésicos e antieméticos
  • Intervenções para insônia, como higiene do sono e ajustes de horários

A literatura também aponta que a integração precoce das práticas de cuidados paliativos ao tratamento oncológico proporciona melhor resposta física e emocional aos sintomas mais desafiadores do câncer avançado.

Estratégia 3: alimentação adequada como aliada do tratamento

A comida tem papel que vai muito além do simples nutrir. Durante o tratamento do câncer, uma nutrição equilibrada ajuda a manter a força muscular, melhorar o funcionamento do sistema imunológico, controlar sintomas como náusea e reforçar a disposição para as atividades do dia a dia. Nem sempre será possível manter a mesma alimentação de sempre, até porque efeitos colaterais podem alterar paladar, mastigação ou digestão. Mas pequenas adaptações fazem grande diferença.

Veja alguns princípios sugeridos por nutricionistas oncológicos:

  • Fracionar refeições em pequenas porções várias vezes ao dia
  • Priorizar alimentos naturais, ricos em fibras, proteínas magras, vitaminas e minerais
  • Evitar excessos de açúcar simples e gordura saturada
  • Incluir líquidos como sopas, vitaminas e sucos naturais, se houver dificuldade de mastigação
  • Manter uma rotina de hidratação regular

O acompanhamento profissional permite ajustes caso surjam perdas de peso, deficiência de nutrientes ou outras limitações. É o tipo de cuidado que, somado ao tratamento, reforça a sensação de bem-estar e participa ativamente da recuperação.

Comer bem é uma forma de carinho consigo mesmo.

Estratégia 4: atividade física adaptada à condição clínica

Talvez nem todo mundo acredite, mas mover o corpo, mesmo que em pequenas doses e de forma adaptada, pode transformar o humor, auxiliar no controle dos sintomas e aumentar o condicionamento funcional, algo que impacta diretamente no bem-estar de pacientes com câncer.

Segundo estudos publicados nos últimos anos, pacientes oncológicos que realizam exercícios físicos orientados (seja caminhada, alongamento, ioga ou fisioterapia) relatam menos fadiga, melhor qualidade do sono e aumento da autoestima durante o tratamento. É fundamental que a prática seja personalizada, levando em conta limitações, preferências e nível de energia, para evitar riscos e respeitar os limites de cada pessoa.

  • Alongamentos leves e mobilidade articular para quem sente rigidez
  • Caminhadas curtas ao ar livre, valorizando a luz natural
  • Exercícios respiratórios para melhorar a sensação de falta de ar
  • Pilates ou ioga adaptada, sob supervisão especializada
  • Atividades realizadas em duplas ou grupos pequenos, estimulando o convívio

No consultório da Dra. Nayara Zortea Lima, orientar a prática de exercícios virou parte do plano terapêutico. O resultado? Muitos pacientes relatam que conseguir dar uma volta no quarteirão, subir uns degraus ou brincar com netos parece pequeno, mas devolve a sensação de pertencimento e realização.

O corpo parado sente ainda mais que a mente a presença da doença.

Estratégia 5: apoio psicológico e suporte emocional

Talvez um dos elementos mais esquecidos, mas entre os mais fortes para manter o ânimo e a coragem é saber que existe uma rede de proteção pronta para acolher dúvidas, receios e medos. Psicólogos, terapeutas e grupos de apoio representam recursos valiosos tanto para pacientes quanto para familiares.

A importância da escuta qualificada

O acompanhamento psicológico permite que a pessoa coloque para fora angústias, compartilhe inquietações e, principalmente, retome um olhar esperançoso sobre o futuro. Diversos estudos apontam que quem recebe esse apoio apresenta:

  • Redução de sintomas de ansiedade e depressão
  • Melhor ajuste à nova rotina
  • Facilidade para comunicar necessidades aos profissionais e à família
  • Menor sensação de solidão

Dentro do acompanhamento realizado pela Dra. Nayara Zortea Lima, o paciente recebe orientações para acessar recursos de suporte, sejam eles presenciais ou online, individuais ou em grupo. Aos olhos de quem vive a experiência, conversar com quem entende faz o peso da jornada diminuir.

O cuidado emocional precisa andar junto com o cuidado clínico.

Estratégia 6: equipe multidisciplinar e cuidado humanizado

Nenhum profissional, por mais dedicado que seja, consegue abraçar todas as demandas de um paciente com câncer sozinho. Daí a relevância de atuar em equipes multidisciplinares: oncologista, enfermeiro, nutricionista, fisioterapeuta, psicólogo, assistente social e, quando necessário, cuidados paliativos. Todos juntos, em sintonia e sempre prontos para intervir em diferentes dimensões do bem-estar.

Equipe de saúde multidisciplinar discutindo caso em sala O paciente é sempre o centro da decisão, mas cada especialista traz uma perspectiva para antecipar riscos, melhorar sintomas ou ajustar condutas. O atendimento humanizado, substrato desse cuidado conjunto, se expressa em gestos pequenos: um toque de tranquilidade do enfermeiro, atenção da fisioterapeuta para adaptar movimentos, palavras acolhedoras do psicólogo. Na soma, essas atitudes aliviam a percepção de vulnerabilidade e aumentam a sensação de segurança.

Como a equipe multidisciplinar contribui?

  • Troca de informações e experiências para ações mais rápidas
  • Prevenção e manejo de sintomas múltiplos
  • Auxílio no ajuste da alimentação e da rotina de exercícios
  • Redução de internações desnecessárias
  • Criação de rede de apoio para paciente e família

A própria integração precoce dos cuidados paliativos mostra-se fundamental para esse olhar global, não só em fases terminais, mas desde o início do tratamento, ajudando na prevenção de crises e oferecendo suporte constante.

Estratégia 7: inovações tecnológicas a serviço do paciente

Nos últimos anos, o tratamento do câncer passou por uma verdadeira revolução. A chegada de medicamentos mais modernos, exames de imagem com alta precisão e, principal ponto, a chamada medicina de precisão, tornou possível monitorar, adaptar e ajustar rapidamente condutas conforme cada necessidade.

No consultório da Dra. Nayara Zortea Lima, tecnologias como comunicação digital para acompanhamento em tempo real, dosagem individualizada de medicamentos e softwares para cruzamento de dados clínicos ajudam a proteger o paciente de reações adversas e a antecipar necessidades de suporte. Isso representa mais segurança, presença e um olhar atento mesmo fora do ambiente hospitalar.

Exame de imagem avançado em paciente com câncer Segundo artigos sobre avanços tecnológicos, esse salto permitiu diagnósticos mais precoces e tratamentos menos agressivos, diminuindo efeitos colaterais e maximizando resultados.

Como a combinação dessas estratégias transforma a experiência do paciente

Cada um dos fatores abordados até aqui faz diferença, mas é o conjunto deles que sustenta melhorias reais para o paciente oncológico. O corpo responde melhor ao tratamento quando a imunidade está preservada, as emoções estão acolhidas e existe suporte constante para sintomas e dúvidas. Isso impacta desde a qualidade do sono até a capacidade de manter um hobby simples, como ler um livro ou cuidar de plantas.

Quem caminha acompanhado vai mais longe.

A integração de práticas individuais e coletivas conduz tanto a avanços clínicos quanto a sentimentos como esperança, propósito e gratidão, que tantas vezes são lições poderosas de quem enfrenta o câncer. Para isso, é importante buscar orientação e suporte de profissionais que enxergam essas múltiplas faces, um compromisso exercido diariamente por projetos como o da Dra. Nayara Zortea Lima.

Histórias reais: pequenos gestos fazem diferença

Na clínica da Dra. Nayara, não é raro ouvir relatos de pacientes que, mesmo diante das limitações impostas pela doença, descobrem novas formas de se sentir vivos: retomam o hábito do crochê, experimentam dançar na sala, fazem videochamadas semanais com amigos distantes. São conquistas singelas, que mostram o quanto a abordagem humanizada não é luxo, mas necessidade.

Às vezes, acontece de um paciente chegar para consulta cabisbaixo e sair sorrindo, simplesmente por ter conseguido verbalizar uma preocupação, escutado uma palavra encorajadora ou por saber que seus sintomas têm solução. É por esses motivos que estratégias para ampliar o conforto e a autonomia devem caminhar junto do tratamento médico.

Pequenas vitórias, grandes avanços no dia a dia.

Conclusão

Viver bem com câncer é possível. Construir um caminho de leveza e sentido durante o tratamento oncologico passa, necessariamente, por olhar além do tumor: cuidar do corpo, sim, mas também da mente e das relações. A qualidade de vida é uma construção, feita de escolhas, adaptações, apoios e, principalmente, respeito à singularidade de cada um.

Projetos dedicados, como o da Dra. Nayara Zortea Lima, mudam trajetórias porque unem tecnologia, conhecimento atualizado, diálogo aberto e cuidado genuíno. Se você busca uma experiência mais acolhedora e personalizada para enfrentar o câncer ou apoiar quem passa por esse desafio, agende sua consulta, permita-se conhecer um modo diferente de ser cuidado e descubra como é possível viver com mais tranquilidade e bem-estar em todas as fases do tratamento.

Perguntas frequentes

O que é qualidade de vida no câncer?

O conceito de qualidade de vida no contexto do câncer vai além de ausência de sintomas. Abrange condições físicas, emocionais e sociais que permitem ao paciente manter hábitos, relacionamentos e sensação de autonomia, mesmo durante o tratamento. Isso inclui controlar sintomas, preservar a funcionalidade, cuidar do bem-estar mental e sentir-se parte de uma rede de apoio.

Como melhorar o bem-estar durante o tratamento?

É possível aumentar o bem-estar no tratamento oncológico por vários caminhos: realizando acompanhamento multidisciplinar, personalizando o plano de cuidados, controlando precocemente sintomas como dor e fadiga, praticando exercícios adaptados, mantendo alimentação equilibrada e buscando suporte psicológico. Pequenas mudanças e apoio próximo fazem grande diferença na rotina do paciente.

Quais atividades ajudam na qualidade de vida?

Diversas atividades contribuem para uma experiência mais positiva: caminhadas leves, alongamento, leitura, musicoterapia, práticas de relaxamento, interação social (mesmo virtualmente) e hobbies simples como jardinagem ou crochê. O fundamental é escolher ações que tragam prazer, respeitem os limites do corpo e favoreçam o convívio afetivo.

Onde buscar apoio psicológico para pacientes?

O apoio psicológico pode ser buscado junto a clínicas de oncologia, serviços públicos de saúde, grupos de apoio presencial ou online, além de atendimentos particulares com psicólogos especializados em oncologia. A orientação da equipe médica e da rede de suporte é fundamental para conectar o paciente aos profissionais mais adequados para cada momento.

Exercícios físicos são recomendados durante o tratamento?

Sim, sempre com avaliação médica individualizada. Exercícios adaptados à condição clínica, como caminhadas curtas, fisioterapia, ioga ou alongamento, ajudam no controle de sintomas, melhoram disposição e diminuem ansiedade. O ideal é montar um plano junto à equipe multidisciplinar, respeitando limites e monitorando possíveis intercorrências.

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Nayara Zortea

Sobre o Autor

Nayara Zortea

Dra. Nayara Zortea Lima é médica oncologista dedicada ao cuidado integral de adultos diagnosticados com câncer. Ela se destaca por sua abordagem humanizada, foco na qualidade de vida e atenção às necessidades individuais de cada paciente. Com experiência em práticas complementares e suporte emocional, Dra. Nayara acredita no acolhimento, na escuta ativa e no diálogo transparente para o desenvolvimento de planos terapêuticos personalizados.

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